Ele era mentiroso.
Mais que isso, ele era um ator com alma de advogado de porta de cadeia.
Era dele a voz que dava forma aos poemas de amor mais profundos.
Mas também era dele a boca que tirava a alma de todas as mulheres que se atrevessem modernas, de todos os homem que adormecessem capachos, de tudo aquilo que não era certo na sua cabeça pequena e quadrada.
Ele era paradoxal.
Mais que isso, ele era um chef com alma surrealista.
Era dele a criação que fazia a minha boca engolir os poemas mais profundos com amor.
Mas também é dele a boca que eu quero socar toda vez que escuto tudo aquilo que não é certo na minha cabeça grande e aberta.
Eu era uma paradoxal mentirosa.
Mais que isso, eu era uma chef com alma de atriz.
Era minha a boca que se calou toda vez que eu quis dar forma as poemas de amor mais profundos ou soltar os palavrões mais cabeludos.
Mas também era minha a mão que quis tirar a alma daquele que se atreveu desafeto.
Era tudo, no fundo, um monte de mentiras paradoxais.
Mais que isso, era tudo ator, chef, puta, advogado e surrealista.
Era uma criação que calou a boca e tirou a alma dos poemas de amor mais profundos.
Fez-se um prato surrealista de duas cabeças sem alma, amor ou poesia.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
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