terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Au delà
Je vis, je pleure
Je vis de la mer
Je vis de la terre
Je le dis aux fleurs
Au lac de vapeur
Au ciel
De toutes les couleurs
Ton soleil
Réchauffe mon coeur
Au ciel
De toutes les couleurs
Ton soleil
Réchauffe mon cœur
Je vis, j'ai peur
Je crie de douleurs
En secret je m'enterre
Je cherche la chaleur
Je m'enfuis dans les airs
Au delà de la terre
Ton soleil
Réchauffe mon coeur
domingo, 21 de dezembro de 2008
Tríplice Aliança
As duas estão prontas. Levantam-se. Uma respirada PROFUNDA. A partir dali, alívio e expectativa. Elas se abraçam e caminham de mãos dadas. Estela e Júlia entram no mesmo carro, seguem em direção a mesma igreja. O motorista olha para as duas sem entender quem é a noiva. Elas percebem a dúvida e não se importam. Afinal, esse tipo de situação era habitual em suas vidas.
As portas da igreja se abrem. As duas entram sincronizando passos. Não há nenhum pai, avô ou irmão para guiá-las. A segurança de uma está na mão da outra. Pelo caminho, rostos de amigos queridos. Os mais queridos estão, obviamente, no altar à espera das duas. Não se trata de um casamento duplo. As duas estão a caminho da mesma comunhão. No altar, Fábio olha para as noivas emocionado. Seu sonho de criança está prestes a se realizar. Ele vai casar com as duas mulheres da sua vida...
1990, Fábio tem 11 anos e se prepara para a volta às aulas. Acordou meia hora antes de o despertador tocar. Estava com uma agitação atípica. Há dias tinha o mesmo sonho: entrava em uma sala e duas meninas puxavam seus braços. Uma de cada lado, lhe partindo ao meio.
Havia tempo suficiente para tomar banho, se arrumar, tomar café e ir para a escola na sua bicicleta verde e azul. Ligou o chuveiro e encostou a cabeça na parede. A água escorrendo, quente, ardia como arranhões nas costas banhados com álcool. A pele estava toda vermelha. Ficou assim alguns minutos. O sonho que se repetia não saia da sua cabeça. Espelhos e vidros embaçados...
7:30 da manhã Estela desperta de um pesadelo aos pulos! Olha o relógio e vê que está atrasada para ir ao colégio novo. Ela tinha acabado de se mudar do Rio para Brasília e hoje era o seu primeiro dia de aula. A sua sorte era morar no mesmo quarteirão do novo local de estudos. Escovou os dentes, vestiu-se, pegou uma banana e foi caminhando até o prédio. Ainda perdida, procurava a sua sala. Viu uma menina loira e cheia de livros. "É uma nerd, deve saber me informar onde fica a turma C."
-Ei, por favor, você sabe onde fica a turma C?
-Sei, é a minha turma. Você é aluna nova?
-Aham. Acabei de chegar do Rio...
-Ah! Minha família toda é de lá! Só eu que nasci aqui. Eu A-M-O o Rio.
-Lá é ótimo mesmo. Mas meus pais vieram trabalhar aqui, então.....
As duas foram caminhando até a sala e no caminho descobriram que tinham várias coisas em comum... Sentaram-se uma ao lado da outra. Estela e Júlia adoravam as mesmas bandas. As duas tinham parentes no Rio e apartamentos no mesmo bairro. Gostavam de tomar sol, de sorvete de pistache... a amizade nascia naquele instante.
7:22, Fábio sai de casa montado em sua bicicleta. O clima ainda está chuvoso e a pista molhada. O sol começa a sair e ele fecha os olhos por um instante. O vento seca o seu cabelo molhado. Respira fundo e sente o cheiro da grama cortada. Ele pedala do começo da Asa Sul até o começo do Lago Sul. Adora ir para o colégio pedalando. Chega, prende a bicicleta a uma corrente que está na grade ao lado do portão da entrada. Dá bom dia para o SEU ANTÔNIO e pede que ele olhe a bicicleta. Anda rumo à sala. Ele está na turma C...
O sinal toca e ele apressa o passo a caminho da sala. Todos os alunos já haviam sentando. Ele era o último a chegar. O único lugar vago é o atrás de uma menina loira que já tinha sido sua colega no ano passado. Ele caminha em direção a ela sem saber se fala "oi" ou senta calado. Ela abaixa a cabeça. Ele senta calado. Durante o primeiro horário a loira à frente e a menina ao lado trocam bilhetinhos e riem. "Será que os nossos gostam também combinam com homens?"
"Com esse eu casava."
"Eu também."
O próximo horário era no laboratório e trios deveriam ser formados. Estela era mais comunicativa que Júlia, logo, convidou Fábio para juntar-se a elas. Ele aceitou o convite. A partir dali os dias se passaram e os três se entendiam cada vez melhor. Fábio, apesar da pouca idade, era muito articulado com as mulheres e se divertia conversando com as duas durante as aulas e os recreios.
Dias, meses, anos.... os três eram inseparáveis. Fábio aprendeu a cozinhar e fazia de Estela e Júlia suas principais cobaias. O lado cultural de Estela decidia os programas dos finais de semana e a paixão de Júlia por viagens decidia o destino de cada Réveillon. Um completava o outro. Um apoiava o outro. Anos se passaram sem nenhum romance, até que em um réveillon em Londres...
Londres, 31 de Dezembro de 2008. O frio estava absurdo e todos se arrumavam para a virada do ano. Fábio fazia uma receita de camarões que era a preferida de Estela e uma sobremesa de amoras, preferida de Júlia. -Nessas viagens de final de ano o destino escolhido tinha que ter uma cozinha digna das receitas inspiradas pela viagem. Essa era a única condição imposta por Fábio.- Estela colou um CD do Jamie Cullum e subiu para se arrumar. Um casal de amigos deles também estava em Londres e os encontraria em breve. Júlia estava saindo do banho. Naquele ano ela havia sido promovida a chefe do gabinete que trabalhava e por conta disso não comia mais com a mesma freqüência. Perdeu 5 Kg e estava GOS-TO-SA. Estela a viu se trocando e admirou o corpo à sua frente. Ela estava realmente, deslumbrante.
Todos prontos, o casal de amigos chega. Uma viuvinha é aberta. Champagne era uma paixão em comum aos três. Uma, duas, três garrafas. O jantar é servido. Fábio supera todas as ceias anteriores. Júlia e Estela o ajudam a servir os convidados e retirar os pratos. Os cinco seguem para festa em frente ao palácio, onde acontece a contagem. Cada um segura uma garrafa. Fábio, tem duas. Todos bêbados e congelados dançam ao som do Police. Esse era o show antes da contagem. Júlia reparava que Estela a olhava de uma maneira diferente, engraçada....o mesmo olhar vinha de Fábio. Ele olhava engraçado para as duas....
10, 9,8,7,6,5,4,3.... Fábio, Júlia e Estela dão as mãos. 2, uuuuuuum! Eles apertam as mãos e se beijam. Os três. Na boca. Isso nunca tinha acontecido. Não era um ritual normal de passagem de ano. Não para eles. Acabam o beijo e se olham. Estela e Júlia riem. Fábio ainda está em choque. Estela percebe o estado do amigo e o beija novamente. Júlia abraça os dois. Riem e dão outro beijo triplo. Um beija a outra que beija a outra, que beija o outro. E assim acontece a viagem inteira....
Na volta para Brasília o pacto é de silêncio. Aquilo, se fosse acontecer de novo, aconteceria somente em viagens. Era o combinado. Os três chegam à cidade e pegam táxis diferentes. Cada um para a sua casa. Antes de dormir o trio reflete sobre o ocorrido. O que seria dalí pra frente? Surpreendentemente tinha sido tão bom. Pra qual lugar seria a próxima viagem?
No dia seguinte ninguém se ligou. Ninguém se encontrou. Júlia havia voltado para a correria de seu trabalho. Estela estava procurando um novo apartamento e Fábio estava com o trabalho do escritório acumulado. Assim se seguem os dias da semana, até que no sábado à noite Estela manda uma mensagem para os outros dois: Reunião da cúpula aqui em casa? Fábio cozinha, eu escolho o vinho e a Júlia escolhe a música.
Mais uma noite, comendo bem, bebendo bem, rindo e dançando. O ocorrido em Londres ainda não havia sido mencionado. Coldplay começa a tocar e Fábio puxa Júlia para dançar. Os dois se abraçam e dançam, cantando a música de olhos fechados. Ela começa a passar a mão na nuca de Fábio. Pega nos cabelos e desliza sobre o pescoço. Ele a beija. Estela fica olhando. Os dois abrem os olhos e se separam. Esse não era o combinado. A amizade estava fodida? Já que vai pro inferno é pra abraçar o capeta? Namorar a três? Será que ela quer? Será que ele quer? Será que ela quer? Os três se olharam apavorados. Aquilo poderia ser a glória ou o fracasso de uma relação de anos.
Fábio: -Gente, vamos conversar?
Júlia: -Por favor, né? Cacete.
Estela: -Cacete. Voador.
-Então, é o seguinte. Eu acho isso lindo! Se vocês não alucinarem, eu topo tentar.
- Ô Fábio, não é assim não. Tentar o que? Ta loke? E a nossa família?
-Foda-se a minha família. Foda-se o resto todo. Eu acho que eu sempre quis isso, na verdade. Pensei nisso o resto da viagem inteira. Você vai me dizer que não acha que um é o equilíbrio do outro aqui? E tem mais, eu vejo o jeito que vocês se olham. Isso não é uma viagem tarada da minha cabeça.
-Eu acho o seguinte. Não precisa ser uma coisa pública. Não precisa ser tão sério. Pode ser leve, trabalhando o desapego. Eu também pensei o resto da viagem todo.
- Eu preciso de um tempo pra pensar. Quando eu souber ligo pra vocês.
Os dois vão embora. Estela, Fábio e Júlia não conseguem dormir. Estela se lembra de quando mudou para Brasília e foi para o primeiro dia de aula. Lembra que os três serem amigos partiu de uma iniciativa dela. Lembra da vez que viu Júlia sair do banho e sentiu uma admiração diferente, das vezes que tinha dividido a cama com Fábio e como aquilo a fazia bem.... Não era possível uma vida sem os dois. Não teria graça.
Júlia passou a noite refletindo sobre as mesmas coisas. As viagens programadas, as risadas dadas, os beijos trocados.... o carinho que sentia por Fábio e Estela. A cumplicidade entre os dois... o desejo que sempre havia sido reprimido.
Fábio pensava em todas putarias que os três poderiam fazer. No jeito doce de Júlia e na alegria de Estela. Uma completava a outra. Os três entravam em equilíbrio. Pensou como seria o futuro a três e viu que, na verdade, já viviam uma relação assim desde sempre. A única diferença era colocar o sexo em jogo. Um jogo a três. Para ele estava ótimo!
No dia seguinte os três se encontraram para almoçar. Estela havia escolhido o restaurante preferido de Fábio. Os três sentam-se e conversaram sobre qualquer assunto que não tivesse ligação com o ocorrido na noite anterior. Fábio esperava o pronunciamento de Estela e Júlia fazia o mesmo. Horas, pratos e bebidas. Estela propõe que o fim do almoço seja na casa dela. Ela tinha se arriscado a fazer a torta de amora preferida de Júlia.
Champagne e torta de amora. Champagne e torta de amora. Champagne. Champagne e coldplay. Eu os declaro mulher, marido e mulher.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
CEO para estagiária
Vomita como quem expulsa todos os demonios e anjos.
Como quem descarta seu EU mais profundo.
Vai e acaba com toda q merda que você fez e bebeu.
Vai estagiar nos botecos da vida....
Vomita e se livra as rodopiadas e as batidas de música que não saem da sua cabeça.
Faz essa lavagem.
Agora dorme. E vê se aprende.
Estagiária....
domingo, 14 de dezembro de 2008
Assim
Feijão, é de corda.
A minha cerveja é a água
e o meu vinho tem a alma viva.
Que dança na minha boca a cada gole.
Quando olho pra frente me vejo.
Tudo que fica pra trás, esqueço.
Um beijo, um queijo, um queixo.....eu perco. Eu deixo.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Morissette
Do you not play dirty when engaged in competition?
Do you have a big intellectual capacity but know
that it alone does not equate wisdom?
Do you see everything as an illusion?
But enjoy it even though you are not of it?
Are you both masculine and feminine? Politically aware?
And dont believe in capital punishment?
These are 21 things that I want in a lover
Not necessarily needs but qualities that I prefer
Do you derive joy from diving in and seeing that
loving someone can actually feel like freedom?
Are you funny? Like adventure? And have many formed opinions?
These are 21 things that I want in a lover
Not necessarily needs but qualities that I prefer
I figure I can describe it since I have a choice in the matter
These are 21 things I choose to choose in a lover
Im in no hurry I could wait forever
Im in no rush cuz I like being solo
There are no worries and certainly no pressure in the meantime
Ill live like theres no tomorrow
Are you uninhibited in bed? more than three times a week?
Up for being experimental? are you athletic?
Are you thriving in a job that helps your brother? Are you not addicted?
...curious and communicative...
Rock band só fica atrás do ar-condicionado.

Estava eu, gripada em dia de chuva, lamentando estar com um estilete na garganta, que me cortava toda vez que eu engolia. Fui para casa de um amigo que ganhou, por esses dias, o tal jogo.
É INCRÍVEL! Se você gosta de rock, as listas de música, a bateria e a guitarra vão te dar um norte sobre o que pedir nesse natal. PEARL JAM, NIRVANA, METALICA, ALLANIS, THE KILLERS, OFFSPRING, THE CULT, TALKING HEADS e por aí vai... Algumas músicas depois e eu nem lembrava mais do vírus que habitava o meu ser.
Recomendo a todos que ainda não conhecem. E se tiverem, me chamem pra tocar bateria!
domingo, 7 de dezembro de 2008
Pro dia nascer feliz
Sophia conquistou a liberdade por apresentar bom comportamento. E por ter prestado socorro a vítima, depois de ver a m&%$* feita. Se salvou do destino que ela mesma tinha escolhido pra sí. Complexo, porém factual.
Cada dia após a pena tinha mais e mais vida. A poucos a vontade de sorrir e viver (viver de verdade) crescia. Solphia estava solta. E leve. E livre... Sophia era o tipo de pessoa que não se importava em experimentar e errar. Pelo contrário, experimentava tudo o que despertasse a sua curiosidade. Música nova, comida desconhecida, pessoas diferentes, filmes, livros, exposições.... Fugia do comum? Sophia adorava!
Certa ocasião, Sophia e suas amigas haviam combinado de ir a um show. Sua amiga, Clara estava prestes a mudar de cidade. O que fez daquela semana a mais longa (e intensa) de suas vidas. Chegaram todas juntas ao local. Descobriram que eram dois shows: um de uma banda desconhecida e o outro era um show do Cazuza. Sophia a-do-rou a notícia, ela adorava as músicas do Cazuza.
Foram todas para o bar. Uma dose de tequila para todo mundo. Aquele gosto cítrico e salgado não agradava Sophia. "Uma dose de vodka, por favor". Agora sim, ela se sentia mais satisfeita. Começou o primeiro show e todo mundo dançava feliz. Surpreendentemente uma banda chamada "Nos cafundó do brejo é que nós solta o som" tinha um som, realmente, bom. A roda só tinha meninas. A maioria, bonita. Todas dançando, rindo e bebendo. Era de se esperar que os rapazes tentassem a sorte. Sophia não estava interessada. O foco da noite era a diversão entre amigas e apenas isso. Múscia após música, dança após dança, acabou o primeiro show.
Mais uma vez pro bar e mais bebida. Começa, então o segundo show. Um rapaz de cabelos cacheados, calça jeans e regata preta começa a tocar guitarra. Luz sobre ele. O mesmo acontece com cada integrante da banda. A luz é fraca e focada. Dava pra ver apenas algumas partes de roupas e músculos e instrumentos.... Alguém entra correndo no palco, todas as luzes acendem, ofuscando a visão de Sophia. Ela fecha os olhos e abre. Ele está lá. Lindo. Cazuza, cantando e dançando. Bete balanço, Faz parte do meu show, Exagerado.....a cada música Sophia ficava mais encantada.....
Pro dia nascer feliz. A bateria rápida, as pessoas pulando, cazuza cantando....Sophia respira e vai até a beirada do palco. Visto de perto ele parecia ainda mais bonito e louco. Ele percebe que Sophia está olhando e sorri. Pronto! Sophia estava determinada a conquistá-lo. Mais uns segundos e Cazuza chega mais à frente do palco. Sophia poderia tocá-lo. E ela o toca. Ela puxa o seu cadarço. Não muito contente em ter o tênis desamarrado, ele se afasta. Ela, volta para as amigas. "Se nao der em nada, pelo menos foi divertido." A noite acaba no Subway, só as amigas, depois casa.
Alguns dias se passam e as amigas reúnem-se, novamente. Aquele era o último dia de Clara na cidade. O drink da noite é uma sugestão do garçon que serve a mesa: mojito. Um, dois, três mojitos para cada uma e elas começam a brincar de "Eu nunca". Sophia, Clara e Roberta bebem um copo a cada rodada. Elas realmente gostam de experimentar coisas novas e de repetir as interessantes. Cinco rodadas depois e as meninas da mesa já estavam paquerando o graçon. Ele era, de fato, uma gracinha. O telefone de Sophia toca, era o Frejat do show daquele dia. Ele e Sophia eram amigos e ele a convidou para outro show que eles iriam fazer naquele dia.
Todas chegam ao show, tortas e felizes. Exagero está tocando e elas correm para o meio do povo. Pulos, risos e abraços. Cazuza vê Sophia. Faz parte do meu show começa a tocar e todas viram para o palco. Ele começa a cantar olhando para Sophia....ele desce do palco, tira o sapato do pé direito e caminha em direção a ela. Ele entrega o tênis, ri, dá um beijo em sua bochecha e volta para o palco. Sophia segura o tênis não acreditando no que acabara de acontecer. Ao subir no palco ele a olha mais um vez e pergunta: eu posso contar pra eles?
Cazuza começa a contar que em um show, uma menina doidinha havia desamarrado seu tênis e que alguns amigos em comum disseram que ela tinha achado esnobe a sua reação. Ele não era metido.... Viu, Sophia? O show continuou, as meninas dançaram, beberam e cantaram a noite inteira. Quando o show acabou, o cinderelo foi buscar seu tênis de cristal e o final da história é segredo.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Latir? Não!
Noite normal, você sai com uns amigos. O clima está tranquilo....você chega na porta da balada e vê 50 homens para cada mulher. Você pensa: hoje a noite vai ser boa (se você é um dos 50 camaradas da fila, provavelmente estará rezando para que, ao entrar, perceba que os únicos homens da balada eram vocês, da fila, e que na verdade 350 mulheres entraram antes).
A música está boazinha....você vai até o bar e pede uma bebida. A primeira dose de vodka é servida da mesma forma que servem água aos que têm sede. Não cabe mais nada no copo que disfarce o gosto de acetona dos primeiros goles...."bebida de boate é uma coisa tensa em Brasília...". Você bebe metade da vodka e completa com algo que camufle o gosto.
Voltando para a pista de dança você encontra um "amigo de um amigo".... Bonito e com fama de pegar bem. Você mostra a sua simpatia. A conversa se desenvolve bem, rola até um comentário sarcástico aqui, outro ali.... O brother do brother diz que vai pegar uma cerveja e sai dali.
Olhando para os lados a fim de ver o que há de bom você percebe que tem um cara te olhando... ELE, o novo. O erro a ser cometido......
Você ri, ele ri....Você começa a dançar. Depois de um tempo, olha de novo e ele ainda está te olhando. Você ri mais uma vez. Ele vem. O papo não é lá essas coisa....o rapaz é simpático, mas é tímido.... Você resolve conhecê-lo melhor, afinal de contas o desconhecido é, sempre, interessante. O beijo ganha a mesma nota do papo inicial. Nessa hora você pensa: elaiê, devia ter pego o brother do brother....dizem que ele pega TÃO bem.
Uma música, duas músicas, três músicas..... a pegação está melhorando....vocês conversam um pouco mais e o rapaz começa a parecer realmente interessante. Quando de repente..... O BROTHER LATE. Ele te abraça por trás e dá uma rosnada na sua orelha. Por que diabos alguém imita um cachorro no "primeiro encontro"? Você não sabe se ri, se chora, se pede pra sair....
Sem saber o que fazer, você vira e diz:
- O que? Você falou alguma coisa?
-Não, não....Tava beijando o seu pescoço.
"Ahaaaaaaaaaaam, beijando o meu pescoço uma pinóia!" Você pensa dando aquele sorrisinho irônico.
Mais algumas músicas e, mais uma vez, o "latidinho" ao pé do ouvido..... E assim, acontecem mais duas vezes....até que você vira e diz:
-Eu tenho que ir embora.....amanhã acordo cedo....Tá tarde..... Foi um prazer viu?
-Não, peraí.....me dá seu telefone.
A sua vontade nessa hora é dar o telefone de algum petshop, mas a memória não lhe permite tal coisa.....Você dá o número de uma amiga e reza para ele não fazer aquele teste do "vou te ligar agora, pra você gravar o meu."
Logo, caro amigo, se você compartilha dessa fantasia canina, SEGURE o seu lado selvagem e NÃO VÁ LATIR no ouvido alheio nos primeiros encontros.
domingo, 23 de novembro de 2008
Noites mal dormidas e bem vividas"PARTE II
Claro, vejo o caminho do bar, é para lá que eu vou. "Uma vodka, por favor." Seguro aquele copo gelado com o carinho de quem segura um filho. O primeiro gole tem gosto de acetona. Bebida de boate nunca é confiável.....viro o copo. "Ei. Mais um". Escuro, a música é tão alta que consigo sentir a batida expulsar o ar dos meus pulmões. As pessoas se movimentam em um grupo coordenado que vai pra lá e pra cá... com variações que acompanham o ritmo da música. Entro na multidão e sou guiada pelos corpos que me cercam. Viro outra dose.
Claro, vejo um menino que me olha e dá a língua. Sorrio. Escuro. Alguém ,molhado de suor, encosta em mim, "Eca! Que nojo." Saio dalí. Vou ao banheiro. Entro em uma cabine e vejo um pedaço de calça jeans saindo da cabine ao lado. Fico em silêncio e uns barulhos estranhos começam..."Tem alguém cultivando o amor." Morro de inveja.
Claro. Saindo do banheiro o vejo. Ele está, de novo, olhando pra mim. Agora sou eu quem mostra a língua. Ele ri. Escuro, alguém segura a minha mão. Uma mão enorme, quente e macia.
-Nossa, que mão gelada!
-É, acabei de lavar as mãos..... Quem é?
-Pergunta errada.
-Uhmm começou mal, hein amigão. Joguinho não é pra mim.
Claro. "Puta que pariu, como ele é gato!"
-Oi, prazer. Mariana. É assim que a gente se apresenta.
-Uhmmm, irônica. Bom sinal. Prazer, Mariana. Eu sou o Raul.
Ele tinha o sorriso irônico mais lindo que eu já vi. Era alto,mas não muito. Parecia ser magro, mas tinha o braço definido. O cabelo era castanho claro e liso, caia sobre as orelhas e fazia uma voltinha linda. ELE ERA L-I-N-D-O!
Escuro, ele chega perto e começa a falar:
-Eu nunca tinha te visto. O que você faz?
-Acabei de me formar em relações públicas. E você? Também nunca te vi....
- Acabei de chegar da Itália. Tava fazendo uma pós em marketing. Aqui tá muito barulho, vamos pra varnada?
Claro. Eu vou, claro. Raul era super articulado. O tipo de homem que consegue ser divertido sem fazer piadinha idiota. Bebemos e rimos. Bebemos e rimos. Bebemos. Ele para de falar e me olha. Minha barriga congela. Tenho a péssima mania de prender a respiração nessas horas.... o que me faz ver que o meu batimento é quase tão rápido e forte quanto a merda da batida da música da pista de dança. "É a batida da música." Penso, tentando enganar a mim mesma. Ele abre o mesmo sorriso irônico que me fez querer ser simpática. Puxa a minha mão e voltamos para a pista de dança.
Escuro, ele me abraça. "Sim, ele é gostoso! E cheiroso" Ele segura a minha cabeça com as duas mãos, beija a minha bochecha e vai se aproximando da minha boca. PUTA QUE PARIU! "Ele beija tãaaaaao bem!" Danço, bebo e rio a noite inteira. São seis horas da manhã e eu estou MORTA de fome. Penso em uma picanha sangrando e quilos de comida. As pessoas falam comigo e eu começo a imaginá-las recitando receitas de bolo de chocolate, tamanha a minha fome.
-To com fome. Quero comer. Você fica ou também quer comer?
-Quero comer! Tom morto de fome.
Abro um sorriso. "Ele não poderia ter respondido melhor." Saímos e vamos em direção ao estacionamento.
-Vamos no meu carro. Depois eu te deixo aqui.
-Não, vamos em dois.
-Não, Mariana, eu to tranquilo pra dirigir. Depois que você comer, você dirige.
- Que iiiiiiiiiisso, tô óóótchima!
Ele me puxa pelo braço e vamos, os dois, no carro dele. Ele liga o carro e começa a tocar Jamiroquai. "Tá, agora ele vai me falar que sabe cozinhar. É isso?!" Spacecowboy começa e a gente berra, jurando ter afinação.
-Posso olhar seu iPod?
-Toma.
Zero7, St.Germain, Guns, Baden Powell..... "Esse cara é bom demais pra ser verdade. Ele teve ter um pinto de 5 cm! Não é possível...."
Drive-thru do Mc Donald's:
-1 promoção do duplo quarteirão, um nuggets de seis e uma torta de maçã....
-Não, eu quero uma coca zero e um Cheddar.
-Eu tava falando que eu queria, vou falar o seu agora.
"Hahahaha, FODEU ele é a minha alma gêmea."
Pegamos a comida e vamos para a beira do lago. 6:30, o sol começa a nascer. É a única vez na vida que me recordo apreciar o horário de verão.
Eu enfio duas batatas no nariz e ponho a língua pra fora. Raul, surpreendentemente, pega uma batata do meu nariz com a boca e come. Eu como a outra em solidariedade ao gesto nobre....
Ele me olha da mesma maneira que me olhou na varanda. Meu corpo responde do mesmo jeito. Agora, sóbria penso "cacete, não faz merda e vem com "preciso dizer que te amo"". E ele não faz, graças a Deus. Continua olhando e ri. "Você é doidinha, sabia? Eu gosto."
7:30, estou sóbria, alimentada e feliz. Levanto e puxo Raul. "Vamos?" "Vamos!"
O caminho da volta é tão divertido e cheio de música boa como os flashes que lembro do caminho de ida. Chegamos no meu carro. Abro a porta, olho para ele. Tento imitar o seu sorriso irônico. Ele me puxa, me beija. Pega uma caneta e anota um número no meu braço.
- Se acontecer alguma coisa no seu caminho de volta ou quiser ouvir música boa, liga pra esse número.
-Eu piloto, relaxa. Mas, se um dia, eu quiser doar algumas músicas boas do meu iPod, pode deixar que eu ligo.
-Hahahhaha to dizendo.....DOIDINHA! Foi uma prazer te conhecer.
Olho de novo. Sorrio de novo. Pego a caneta e escrevo RAUL PASTEL em cima do número. Beijo o canto da boca dele e saio.
Abro a porta do meu carro. Ele sai do carro dele e vem em direção ao meu.
-Meu dá o seu, caso eu sinta vontade de comer babata do nariz de novo.
Sorrio. Olho pra ele da mesma maneira que ele me olhou na varanda e penso: " não estraga tudo e diz que precisa dizer que ama ele!" E solto:
-Pode ficar tranquilo. Amanha a noite eu vou perder meu iPod e vou querer músicas boas.
Ele ri e me abraça. Me dá um beijo e caminha de volta pro carro.
Eu volto pra casa....
CONTINUA...
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
A rush of blood to the head.
Certa ocasião, um amigo me disse acreditar que o amor só dá certo quando “a relação é leve”. Eu concordei. Mesmo sabendo que ele, um dos meus amigos mais despirocados, nunca atingira tal plenitude. Sofremos sabendo que não deveríamos. Damos a cara à tapa e nos jogamos de peito aberto quando sentimos aquele ALGO que nos cega.
Só de estarmos cegos já deveríamos saber que coisa boa não pode vir. Ou vem, mas por tempo determinado. Além de cegos, ficamos surdos, mudos e autistas. “Aquela menina é a maior piranha!” e você enxerga a Madre Teresa. “Ele só quer te comer.” E você que é impossível alguém tão lindo e com cara de bonzinho ser capaz de uma coisa dessas... AMIGÃO, ela é uma piranha e muito provavelmente vai pisar em você. E sim, ele só quer te comer. A menos que você também só queira isso, pule fora.
As minhas paixões vêm de braços dados a música. Aqueeeeeela música que tocou naqueeeeeela hora, que te lembra aqueeeeeela pessoa. Sabe? Então essa música aí. Somente duas vezes me apaixonei sem ter música para embalar. Ao contrário, tudo fazia silêncio quando os sujeitos surgiam. Eu era cega, muda, autista, surda e com frio na barriga. Pronto, ME F***!
Veja bem, acredito no amor e acho tudo LINDO. Acho, inclusive, que para o amor dar certo (além de a relação ser leve hahaha) deve haver antes uma paixão daquelas que te dá um bandão e um chute na costela. Que faz você acreditar que o seu (a) amado (a) é a pessoa mais incrível do mundo. ÚNICA. Depois de comer um quilo de sal juntos você ainda admira e ama? Então aponta pra fé e casa!
Mas não é desse AMOR bonitinho que dá certo (e existe) que estou falando. É de paixão, angústia, o motivo pelo qual você começou a beber ou parou de comer. Ou come um boi de uma vez. É o que te desequilibra, o que te abalada. É aquele tapa na cara quando você está feliz na balada e ela chega, sempre linda, sempre simpática. Sua vontade é de vê-la cair do salto....de nariz no chão que é pra ver se quebra. A paixão nessa hora já virou ódio. E você odeia o mundo por ter se apaixonado por aquela piranha. Viu? Te falei que ela ia pisar em você...
“Eu quero a sorte de um amor tranqüilo...” Mentira! Eu quero a sorte de um amor de verdade. Sabe aquele tipo de amor que te dá um bandão e um chute na costela? Que você come um quilo de sal e ainda admira e ama? Esse. Pode vir Gael Garcia.
domingo, 16 de novembro de 2008
Com limão, sem açúcar. Por favor.
Ácido, corrosivo, escorrendo devagar... "É bom?"
Segundo, terceiro, quarto gole.... frio no estômago. Língua dormente. Rosto dormente. Eu danço. "Ta bom?"
Mais um. E mais uns.... Eu pulo. Escuro. Eu seguro... "Ta bom assim?"
Viro sem sentir mais o gosto. Minha mão gelada. Meu rosto gelado. Minha boca gelada. E quente. E quente.... de repente.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Entre armas e rosas



quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Luciana Gimenez escreve roteiro

quarta-feira, 12 de novembro de 2008
A galera erra!

terça-feira, 11 de novembro de 2008
Ah, o amor!
Elisa, volta e meia, faz uns comentários esquisitos sobre Jonas. "Ele tem umas manias ridículas!" , "A família dele é um saco." (...) Renata percebia a insatisfação da amiga em relação ao namorado, mas preferiu não se meter na história......
Certa ocasião, Marcelo e Renata resolveram fazer uma reuniãozinha em casa. Tudo no estilo leve de sempre: pessoas dançando em cima da mesa simulando um strip, a música empolgante e alta acordando as três casas vizinhas, gente caindo repetidas vezes no chão..... Enfim, tudo corria de maneira tranquila, até que Jonas resolve "apimentar" a festa.....

O rapaz, que já tinha tomado todas, estava disposto a relizar suas fantasias mais profundas. Afinal de contas, seu amigo Bob vivia repetindo que "essa vida é uma só!". Para ficar no grau, virou mais uma tequila. Rebolada vai-rebolada vem, Jonas puxa Renata para dançar. No meio da dança, ele diz que quer conversar com ela. Renata, acreditando que o melhor amigo do marido quer conversar sobre a relação com sua amiga, vai despreocupada.
Os dois vão para a parte exterior, perto da piscina. Jonas parece tenso...segura a mão de Renata. "Por favor, não pense que eu sou um cretino". E dá um passo a frente. Renata entendeu a situação. Ela e Jonas se olharam por alguns segundos e nesse pequeno espaço de tempo milhões de coisas passaram pela cabeça de Renata. "Puta merda, e agora?" " Será que tem alguém vendo a gente?" "E a Elisa?" .... Renata, que também tinha bebido mais que o usual, entregou-se a essa nova e (jurava ela a Deus) única aventura. Afinal de contas, Melissa que é mulher de Bob, vive dizendo que essa vida é uma só.
Os dois vão para o banheiro perto da piscina e trancam a porta. O coração de Renata parece sair pela boca. Ela não se sente assim desde a época do seu namoro com Marcelo. "Marcelo....era tão bom..." - a pegação começa. Jonas começa a beijar o pescoço de Renata, que acha a sensação estranha. A mão de Jonas, que estava puxando seu cabelo começa a descer....braço, cintura, quadril....ele aperta e a empurra contra a parede. Renata sente um "volume" e percebe que ali acampariam uma dúzia de escoteiros... Conforme a coisa anda Renata percebe que tudo que Jonas faz é imediatamente comparado ao Marcelo. Ela só pensa em Marcelo. "PARA TUDO, JONAS!" Os dois voltam para festa.
Renata encontra Marcelo e o beija como se tivesse viajado seis meses e voltado naquele momento. Jonas encontra Elisa dançando até o chão e entra na dança. A festa continua.... e acaba.
No dia seguinte Renata sente um sentimento de culpa enorme. Flashes da cena do banheiro aparecem tão pavorosamente como a lembrança dos peitos da Derci Gonçalves no desfile do carnaval. Ela resolve acabar com o tormento. Liga para Elisa e a convida para um almoço pós festa. Jonas também está convidado, claro. Os quatro sentam-se perto da piscina enquanto o almoço fica pronto. Jonas olha tenso para Renata. "Será que vai fuder a porra toda?" Ela, respira fundo e resolve expor a situação. Jonas, congela. " iiiiiiiiii cacete!" Marcelo olha para Jonas com cara de cão chupando limão. "Como você fez isso comigo?" Jonas, surpreendentemente,responde "Ela entendeu tudo errado!" e continua "Eu tinha bebido e resolvi contar para Renata sobre a gente, pedi para ela não achar que eu era um cretino. Afinal de contas, eu estou com você MUITO antes dela aparecer! Mas ela veio me agarrando, me puxou para o banheiro....eu achei que ela já tinha sacado tudo e que ia te chamar para gente fazer uma sacanagem a três no banheiro. Eu fui! Fiquei esperando você entrar e nada..... imaginei que ela era você em cada segundo...mas aí do nada ela pediu para parar tudo!" Renata e Elisa ficam paralisadas. Marcelo e Jonas eram um casal há anos! "Como eu nunca percebi?", refletia Renata. "Eu sempre achei ele meio esquisito na cama mesmo.." pensava Elisa....
Marcelo começou a explicar que amava Renata, apesar de também amar Jonas. E sempre conviveu bem com isso, pq certa vez, quando entrou em crise, seu amigo Bob lhe ensinou que essa vida é uma só e que não devemos sofrer por algo que não conseguimos resolver. "Aventure-se! Viva os dois amores!" E ele seguiu....
CONTINUA....
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
A revolta dos "cachos" PARTE I

Um blog que costumo ler, certa vez definiu "cacho" como "repolhinhos". Morri de rir da história do infeliz "repolhinho"e vi que independente do nome que levam, os pobrezinhos vivem em maioria. Se você ainda não foi um, é porque não descobriu. E se ainda não teve um, em algum momento breve (ou não), terá. Cachos são aqueles seres que JAMAIS terão a sua total atenção e, principalmente, exclusividade. São aqueles que quebram um galho quando você está bêbado ou carente, aqueles que levam END quando você está com um futuro pretendente....Já deu para entender.
Até aí, tudo bem. Todo mundo um dia já "cacheou" ou "cacheará". O problema e razão do post é quando acontece a REVOLTA DOS CACHOS. Por alguma razão, científicamente não comprovada, os cachos têm problema no que diz respeito a trabalhar o desapego. O que me parece paradoxal, uma vez que ele nunca teve a sua devota atenção. E sabe disso.
Esse tipo de coisa acontece quando você, cidadão consciente, está em um momento frágil da vida. Seja porque uma menininha resistiu ao seu charme naquele dia que você se olhou no espelho e jurou ser a coisinha mais linda desse mundo, ou por estar enfrentando aquele terceiro dia de TPM, momento delicado na vida, quando até o "Boa noite"da Fátima Bernardes é motivo para choro. É nesse tipo de ocasião que você dá bola para um cacho.... e é a oportunidade do cacho magoado se vingar. Você dá bola e a raquetada vem NA CARA. O ser que uma vez foi pisado, se sente no direito ( e dever) de jogar na cara toda a baboseira que o infeliz guardou pra si e agora quer exteriorizar. Ai que preguiça, você reflete. Respira, fica em silêncio para o cacho magoado achar que está sendo ouvido e termina com a única frase que parece ser a solução para o problema: "Eu sempre fui sincera. E você, pra mim, é problema seu."
A reflexão que proponho aqui é a seguinte: A VIDA É UMA SÓ. LOGO, TRABALHO O DESAPEGO. E, até que alguém volte do outro lado para me provar o contrário, continuarei vivendo assim. Sem essa mediocridade de aceitar se envolver sem estar COMPLETAMENTE retardado por alguém. Só vale a pena se for assim.
Cachos, não sofram ou se revoltem. Vocês encontrarão alguém que queira colher os frutos do seu amor. É só uma questão de fé e tempo. (Escutar "Heartbreaker" da Mariah Carey, não resolverá seus problemas).



