Ela é resultado do amor
de um poeta e uma flor
Dos pés a cabeça,
tudo dela é uma beleza.
Ela é boneca
sapeca
teteca
Deixa o povo olhando, parado.
Tainá Machado.
Olhar de relampago e voz de trovão
Ela rouba de todos os meus amigos o coração.
Corpo violão, pra você essa canção.
domingo, 31 de maio de 2009
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Os 3 km de cada dia...

Era uma noite dessas de céu claro e lua grande. Eram tantas estrelas brilhando que parecia que alguém tinha espirrado tinta branca naquela tela azul-marinho.
No meio da festa, uma fogueira grande e alta aquecia os pés de quem dançava em volta.
Ela bebia como se fosse achar no final de cada copo, ele.
Ele chegou. No rosto de cada homem da festa estava, ele.
Ele sorria a chamando e em cada beijo ele morria.
Ao poucos.
Ela fechou os olhos para deixar de ver, ele.
Começou uma outra música. Violão e tambor.
Uma mão puxou seu braço. Cada passo encaixava no próximo como se ninguém estivesse lá para os ver dançando assim.
Quanto mais ele apertava, melhor ela respirava.
Aquele era um amor de sorrisos de olhos fechados.
De montanha russa na barriga.
De querer pra sempre e nunca mais soltar.
Ela abriu os olhos sorrindo. Era ele.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Acho (des)graça
Acho engraçado os que tem o dedo podre apontarem o próximo.
Acho engraçado os que acusam sem provas trabalharem com a justiça.
Acho engraçado os que tem a barriga esticada pelos excessos serem os mesmos
que não enxergam o próprio umbigo.
Acho engraçado aqueles que acusam a postura alheia saírem por aí abrindo as calças
e levantando os vestidos
e caindo pelas festas
e vomitando o cinismo.
Acho engraçado os que pagaram pelo nariz serem os mesmos
que metem o nariz onde não são chamados.
Abraçar e chamar de amigo e pelas costas falar mal.
Isso eu não acho engraçado.
Acho engraçado os que acusam sem provas trabalharem com a justiça.
Acho engraçado os que tem a barriga esticada pelos excessos serem os mesmos
que não enxergam o próprio umbigo.
Acho engraçado aqueles que acusam a postura alheia saírem por aí abrindo as calças
e levantando os vestidos
e caindo pelas festas
e vomitando o cinismo.
Acho engraçado os que pagaram pelo nariz serem os mesmos
que metem o nariz onde não são chamados.
Abraçar e chamar de amigo e pelas costas falar mal.
Isso eu não acho engraçado.
terça-feira, 5 de maio de 2009
A orgulhosa
"Deixa-te disso, criança,
Deixa de orgulho, sossega,
Olha que o mundo é um oceano
Por onde o acaso navega.
Hoje, ostentas nas salas
As tuas pomposas galas,
Os teus brasões de rainha;
Amanhã, talvez, quem sabe?
Esse teu orgulho se acabe,
Seja-te a sorte mesquinha.
(...)
De nada vale o que tens
Que não me podes comprar;
Ainda que possuísses
Todas as pérolas do mar!
És fidalga? - Sou poeta!
Tens dinheiro?
- Eu a completa riqueza no coração;
Não troco uma estrofe minha
Por um colar de rainha
Nem por troféus de latão.
(...)
Por isso quando me falas,
Com esse desdém e altivez,
Rio-me tanto de ti,
Chego a chorar muita vez.
Chorar sim, porque calculo,
Nada pode haver mais nulo,
Mais degradante e sem sal
Do que uma mulher presumida,
Tola, vaidosa, atrevida.
Soberba, inculta e banal. "
Deixa de orgulho, sossega,
Olha que o mundo é um oceano
Por onde o acaso navega.
Hoje, ostentas nas salas
As tuas pomposas galas,
Os teus brasões de rainha;
Amanhã, talvez, quem sabe?
Esse teu orgulho se acabe,
Seja-te a sorte mesquinha.
(...)
De nada vale o que tens
Que não me podes comprar;
Ainda que possuísses
Todas as pérolas do mar!
És fidalga? - Sou poeta!
Tens dinheiro?
- Eu a completa riqueza no coração;
Não troco uma estrofe minha
Por um colar de rainha
Nem por troféus de latão.
(...)
Por isso quando me falas,
Com esse desdém e altivez,
Rio-me tanto de ti,
Chego a chorar muita vez.
Chorar sim, porque calculo,
Nada pode haver mais nulo,
Mais degradante e sem sal
Do que uma mulher presumida,
Tola, vaidosa, atrevida.
Soberba, inculta e banal. "
sexta-feira, 1 de maio de 2009
O paraíso é logo ali...
Não consigo mais escrever.
Cada palavra vira lança em minhas mãos.
O medo de ofender, de perder. De quebrar, de errar.
Não consigo mais escrever!
As letras embaralham-se todas dentro de mim,
Dançam feito os sentimentos
Minhas mãos pesam sobre o papel e a velocidade dos dedos confunde o teclado
Mas, o peso da mão sobre meu ombro é maior.
A mão grande e pesada que me faz tombar para o lado
Que muitas vezes me põe sobre os joelhos
Que impede o passo à frente.
Ir além, escrever
Ser além, crescer
Ver além, esquecer
Cada palavra vira lança em minhas mãos.
O medo de ofender, de perder. De quebrar, de errar.
Não consigo mais escrever!
As letras embaralham-se todas dentro de mim,
Dançam feito os sentimentos
Minhas mãos pesam sobre o papel e a velocidade dos dedos confunde o teclado
Mas, o peso da mão sobre meu ombro é maior.
A mão grande e pesada que me faz tombar para o lado
Que muitas vezes me põe sobre os joelhos
Que impede o passo à frente.
Ir além, escrever
Ser além, crescer
Ver além, esquecer
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