Estava eu, assistindo Sex Talk (aquele da GNT) quando uma telespectadora liga com a seguinte dúvida: "O que posso fazer para aliviar o gosto ruim da ejaculação do meu marido? Algumas vezes sinto vontade de vomitar." Afirma a senhora do Estado de Nevada.
Sue Johanson responde de maneira calma e dá dicas como quem indica um remédio para dor de cabeça. Eu pensei, "que mulher inabalável a Sue, nem uma risadinha..."se fosse ela, responderia:
"Minha senhora, se a porra do seu marido não soube segurar a porra e ela está na sua boca, sem aviso prévio, cuspa a porra na cara do porra, porra."
Eu nunca poderia ser piscóloga.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Eu, você e Ele.
Para alguns eu sou o presente ou o futuro.
Todos são pra mim, o presente do passado.
Pra ele eu não sei o que sou.
Ele. Sempre sorrindo. Sempre falante.
Me aperta e morde. Faz carinho e abraça.
Ele equilibra o meu desequilíbrio.
Pra ele eu não sei o que sou. Ele, pra mim, eu não sei o que é.
Você que chega e vai embora. Que muda tudo. Que desequilibra o meu equilíbrio.
Me deixa sem ar e vermelha. Que é tão quente quanto o meu abraço.
Você, que uma vez eu soube o que era. E que agora já não sei mais.
Eu, que sinto você quando estou com ele.
Que aperto, mordo, faço carinho, abraço, chego, vou embora e mudo tudo.
Equilibro-me com você e ele.
Ele, vem e me chama.
Eu, largando tudo, vou.
Você, amor, agora que voltou não vá.
Todos são pra mim, o presente do passado.
Pra ele eu não sei o que sou.
Ele. Sempre sorrindo. Sempre falante.
Me aperta e morde. Faz carinho e abraça.
Ele equilibra o meu desequilíbrio.
Pra ele eu não sei o que sou. Ele, pra mim, eu não sei o que é.
Você que chega e vai embora. Que muda tudo. Que desequilibra o meu equilíbrio.
Me deixa sem ar e vermelha. Que é tão quente quanto o meu abraço.
Você, que uma vez eu soube o que era. E que agora já não sei mais.
Eu, que sinto você quando estou com ele.
Que aperto, mordo, faço carinho, abraço, chego, vou embora e mudo tudo.
Equilibro-me com você e ele.
Ele, vem e me chama.
Eu, largando tudo, vou.
Você, amor, agora que voltou não vá.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
"Eu dei o perdido em mim mesmo"
No encontro de duas ou mais cabeças ativas, frases purpurinadas surgem. Algumas das preferidas que ouvi ou falei.
"O Marwin taí"
"Eu tava LOOOOST" Dita com uma voz bêbada/ pato rouco/ além-túmulo.
"Então vamos, porque agora é!" e a gêmea "Aponta pra fé e rema"
"Esse azeite é muito grande, me intimida"
"MADE IN CORRRRDOBA"
"Vamos vomitar e beijar?" "Vamos!"
"Eu queria mesmo, era ser o Tchan!"
"Ela parece o Corcovado e o Pão de açúcar"
"Não é destino, é resto"
"Essa vida é uma só"
"Então levanta o braço de grita foda-se"
"Ta, você não precisa pegar no meu peito pra perguntar onde a minha prima está"
"Saí do Rock e fui pro Tai-chi"
"Eu tô adorando esse sentimento que eu tô sentindo." Rapaz, suspostamente heterosexual no Beirute.
"Tô entrando de malandro nesse romance"
"Você é o cara mais gaaaaato que eu já peguei!kkkkkkkkk"
"A gorda parecia o tio Doda sem bigode. Até as amigas dela me sacanearam quando eu beijei."
"Caríssimo, eu acho que ela ta pagando um pra ele. A gente bate no vidro ou chama um taxi?" Frase dita, com voz de naturalidade, por uma mocinha que via a amiga capotada no colo do peguete dentro do seu carro. (momentos antes da capotada soltar a primeira frase da lista).
"Não tente secar seu celular no microondas."
"Essa vida é uma só."
"Ele é o meu unicórnio."
"Este lado para cima. De mim."
"O Marwin taí"
"Eu tava LOOOOST" Dita com uma voz bêbada/ pato rouco/ além-túmulo.
"Então vamos, porque agora é!" e a gêmea "Aponta pra fé e rema"
"Esse azeite é muito grande, me intimida"
"MADE IN CORRRRDOBA"
"Vamos vomitar e beijar?" "Vamos!"
"Eu queria mesmo, era ser o Tchan!"
"Ela parece o Corcovado e o Pão de açúcar"
"Não é destino, é resto"
"Essa vida é uma só"
"Então levanta o braço de grita foda-se"
"Ta, você não precisa pegar no meu peito pra perguntar onde a minha prima está"
"Saí do Rock e fui pro Tai-chi"
"Eu tô adorando esse sentimento que eu tô sentindo." Rapaz, suspostamente heterosexual no Beirute.
"Tô entrando de malandro nesse romance"
"Você é o cara mais gaaaaato que eu já peguei!kkkkkkkkk"
"A gorda parecia o tio Doda sem bigode. Até as amigas dela me sacanearam quando eu beijei."
"Caríssimo, eu acho que ela ta pagando um pra ele. A gente bate no vidro ou chama um taxi?" Frase dita, com voz de naturalidade, por uma mocinha que via a amiga capotada no colo do peguete dentro do seu carro. (momentos antes da capotada soltar a primeira frase da lista).
"Não tente secar seu celular no microondas."
"Essa vida é uma só."
"Ele é o meu unicórnio."
"Este lado para cima. De mim."
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Fatboy Slim is fucking in heaven
Certa ocasião entrei na "sala" de uma vidente e ela me disse, sorrindo: "Você acabou de entrar na fase mais bonita da sua vida."
Eu, fui sentando, e respondi: "Isso eu já sei."
Não sei porque, lembrei disso ao esperar o meu portão abrir. Vim pra casa escutando Fatboy Slim no volume mais alto do carro. O vidro tremia. Eu tremia e meu coração pulava.
Cinco doses de vodka faziam o efeito de 5 ácidos. Eu podia ver as gotas dançando no vidro do meu carro. Mudando de cor. Após cada música, meu coração dava uma paradinha para descansar. Entre um descanso e outro eu lembrava do rapaz que vi "dar uma morridinha" no carro ao lado do meu. Ele era um estagiário. Merecia a dor de cabeça do dia seguinte.
Na verdade, não era nesse rapaz que eu pensava. Na volta das batidas, meu corpo voltava á vida pensando no rapaz com o qual eu tinha apostado corrida até chegar em casa. A música no último volume me impedia de ouvir a voz que sempre me fala: "desapego! Desapego! Desapego!"
Eu não ouvi a voz. Eu beijei pegando no cabelo e sorrindo. Eu fechei os olhos e me libertei. Ou me prendi. Eu pulei. Eu não ouvi a voz. Eu apostei corrida. Eu ri das curvas mal feitas. Eu ri dos pardais disparados. A vinda pareceu uma perseguição de paparazi, muitos e muitos flashes.
Eu ria e dançava e corria e cantava e lembrava e ria. Dei a ré quando o portão estava aberto até a metade. Eu não queria dormir. A voz ia voltar ao acordar. Subi a rua procurando o celular. Ele não queria dormir também. Marquei outra corrida. Ele aceitou.
Acelerei até o motor ameaçar fundir. Abri todas as janelas para me sentir em uma tempestade. Aumentei ainda mais o volume. Agora, eu estava surda de vez. Os pardais da ida eram tão luminosos quanto os da volta. Eu ria dos flashes. Eles eram os raios da minha tempestade. Eu vi o carro dele. Estava logo depois do sinal. Amarelo, vermelho. "Vou passar." Acelerei. Ao olhar para a direita vejo um ônibus tentando freiar. Ele não conseguiu. Tento acelerar mais. Eu não consegui. Minha porta explode. E eu explodo ao som de Fatboy Slim. As gotas continuavam dançando, mas agora eram só de uma cor. O vermelho escorrendo em tudo.
Eu era uma estagiária. Merecia a dor de cabeça do dia seguinte. Essa vida era bela e uma só. E a minha acabava ali.
Eu, fui sentando, e respondi: "Isso eu já sei."
Não sei porque, lembrei disso ao esperar o meu portão abrir. Vim pra casa escutando Fatboy Slim no volume mais alto do carro. O vidro tremia. Eu tremia e meu coração pulava.
Cinco doses de vodka faziam o efeito de 5 ácidos. Eu podia ver as gotas dançando no vidro do meu carro. Mudando de cor. Após cada música, meu coração dava uma paradinha para descansar. Entre um descanso e outro eu lembrava do rapaz que vi "dar uma morridinha" no carro ao lado do meu. Ele era um estagiário. Merecia a dor de cabeça do dia seguinte.
Na verdade, não era nesse rapaz que eu pensava. Na volta das batidas, meu corpo voltava á vida pensando no rapaz com o qual eu tinha apostado corrida até chegar em casa. A música no último volume me impedia de ouvir a voz que sempre me fala: "desapego! Desapego! Desapego!"
Eu não ouvi a voz. Eu beijei pegando no cabelo e sorrindo. Eu fechei os olhos e me libertei. Ou me prendi. Eu pulei. Eu não ouvi a voz. Eu apostei corrida. Eu ri das curvas mal feitas. Eu ri dos pardais disparados. A vinda pareceu uma perseguição de paparazi, muitos e muitos flashes.
Eu ria e dançava e corria e cantava e lembrava e ria. Dei a ré quando o portão estava aberto até a metade. Eu não queria dormir. A voz ia voltar ao acordar. Subi a rua procurando o celular. Ele não queria dormir também. Marquei outra corrida. Ele aceitou.
Acelerei até o motor ameaçar fundir. Abri todas as janelas para me sentir em uma tempestade. Aumentei ainda mais o volume. Agora, eu estava surda de vez. Os pardais da ida eram tão luminosos quanto os da volta. Eu ria dos flashes. Eles eram os raios da minha tempestade. Eu vi o carro dele. Estava logo depois do sinal. Amarelo, vermelho. "Vou passar." Acelerei. Ao olhar para a direita vejo um ônibus tentando freiar. Ele não conseguiu. Tento acelerar mais. Eu não consegui. Minha porta explode. E eu explodo ao som de Fatboy Slim. As gotas continuavam dançando, mas agora eram só de uma cor. O vermelho escorrendo em tudo.
Eu era uma estagiária. Merecia a dor de cabeça do dia seguinte. Essa vida era bela e uma só. E a minha acabava ali.
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