
Era uma noite dessas de céu claro e lua grande. Eram tantas estrelas brilhando que parecia que alguém tinha espirrado tinta branca naquela tela azul-marinho.
No meio da festa, uma fogueira grande e alta aquecia os pés de quem dançava em volta.
Ela bebia como se fosse achar no final de cada copo, ele.
Ele chegou. No rosto de cada homem da festa estava, ele.
Ele sorria a chamando e em cada beijo ele morria.
Ao poucos.
Ela fechou os olhos para deixar de ver, ele.
Começou uma outra música. Violão e tambor.
Uma mão puxou seu braço. Cada passo encaixava no próximo como se ninguém estivesse lá para os ver dançando assim.
Quanto mais ele apertava, melhor ela respirava.
Aquele era um amor de sorrisos de olhos fechados.
De montanha russa na barriga.
De querer pra sempre e nunca mais soltar.
Ela abriu os olhos sorrindo. Era ele.

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