Ontem, assistindo a um filme refleti com um dos personagens que dizia mais ou menos o seguinte: paixão é sinonimo de sofrimento. O sujeito apaixonado sofre por amor, porque não há amor sem dor, mesmo que mínima. E pior que isso, o apaixonado sofre e gosta de sofrer. Pensei, sou masoquista? Somos. Me dá a mão, fecha os olhos e pula comigo.
Certa ocasião, um amigo me disse acreditar que o amor só dá certo quando “a relação é leve”. Eu concordei. Mesmo sabendo que ele, um dos meus amigos mais despirocados, nunca atingira tal plenitude. Sofremos sabendo que não deveríamos. Damos a cara à tapa e nos jogamos de peito aberto quando sentimos aquele ALGO que nos cega.
Só de estarmos cegos já deveríamos saber que coisa boa não pode vir. Ou vem, mas por tempo determinado. Além de cegos, ficamos surdos, mudos e autistas. “Aquela menina é a maior piranha!” e você enxerga a Madre Teresa. “Ele só quer te comer.” E você que é impossível alguém tão lindo e com cara de bonzinho ser capaz de uma coisa dessas... AMIGÃO, ela é uma piranha e muito provavelmente vai pisar em você. E sim, ele só quer te comer. A menos que você também só queira isso, pule fora.
As minhas paixões vêm de braços dados a música. Aqueeeeeela música que tocou naqueeeeeela hora, que te lembra aqueeeeeela pessoa. Sabe? Então essa música aí. Somente duas vezes me apaixonei sem ter música para embalar. Ao contrário, tudo fazia silêncio quando os sujeitos surgiam. Eu era cega, muda, autista, surda e com frio na barriga. Pronto, ME F***!
Veja bem, acredito no amor e acho tudo LINDO. Acho, inclusive, que para o amor dar certo (além de a relação ser leve hahaha) deve haver antes uma paixão daquelas que te dá um bandão e um chute na costela. Que faz você acreditar que o seu (a) amado (a) é a pessoa mais incrível do mundo. ÚNICA. Depois de comer um quilo de sal juntos você ainda admira e ama? Então aponta pra fé e casa!
Mas não é desse AMOR bonitinho que dá certo (e existe) que estou falando. É de paixão, angústia, o motivo pelo qual você começou a beber ou parou de comer. Ou come um boi de uma vez. É o que te desequilibra, o que te abalada. É aquele tapa na cara quando você está feliz na balada e ela chega, sempre linda, sempre simpática. Sua vontade é de vê-la cair do salto....de nariz no chão que é pra ver se quebra. A paixão nessa hora já virou ódio. E você odeia o mundo por ter se apaixonado por aquela piranha. Viu? Te falei que ela ia pisar em você...
“Eu quero a sorte de um amor tranqüilo...” Mentira! Eu quero a sorte de um amor de verdade. Sabe aquele tipo de amor que te dá um bandão e um chute na costela? Que você come um quilo de sal e ainda admira e ama? Esse. Pode vir Gael Garcia.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
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2 comentários:
kkkkkkkkkkkkkkkkkk! Excelente, Amora!
E que sofrimento, viu Chu?!
Infelizmente faz parte...
Ou a conclusao eh que todo mundo gosta de um pouco de drama pra apimentar a vida tb, nao eh nao?!
If you ever find the solution for it, let me know.
Beijao Chu...
Otimo.. mais uma vez!
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