quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

A primeira vez de Beatriz Rose

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http://www.youtube.com/watch?v=s0ZPTFfpO40


Beatriz Rose sempre foi uma menina fora do padrão. Seus pais, um japonês e uma italiana, eram diplomatas e, por conta disso, Bee (seu apelido desde pequena) viajou o mundo quase inteiro.

Tinha paixão por girafas e achava barata o ser mais genial do mundo. Uma categoria sobrevivente, segundo ela.

Agora, morando no Rio, Bee estudava em uma escola na Barra. Morava em um condomínio de classe alta e ocupava a vida com cursos de pintura, aulas de bateria e hípica. Aos finais de semana saía com as amigas para dançar, comer ou ir ao cinema. Ela se interessava, particularmente, por filmes europeus. Raramente aceitava os convites para passar o dia torrando na praia. Bee era branquinha e sofria como um pimentão na grelha quando tomava sol. Nos dias de amigas na praia ela aproveitava para passar o dia com o irmão -pra ela, um poço cultural sem fundos- e aprender algo sobre o restaurante que ele acabara de abrir no Rio, ou sobre as músicas de todos os tipos que ele a apresentava. Foi ele seu principal incentivador para as aulas de bateria.

Novembro estava se aproximando e Bee organizava com as amigas a sua festa de aniversário. Queria uma festa grande já que seus últimos 3 aniversários foram comemorados dentro de aviões em mudanças de países. Na semana anterior a festa sua lista de convidados tinha 400 pessoas. Bee morava há pouco tempo no Rio, mas tinha um poder de sociabilidade incrível. Até uns amigos de outros países vinham para a festa.

Dia 08 de Novembro. Bee acorda com seu irmão ao pulos na sua cama. Seu quarto está cheio de balõezinhos infláveis e um mini bolo branco com bolinhas rosas e laranjas e recheio de brigadeiro, que ele havia feito pra ela. O Rio estava ensolarado e o Cristo estava de braços abertos para aquele abraço de aniversário. Bee foi até a varanda de seu quarto, olhou o mar e resolveu que, a partir daquele dia, moraria no Rio pra sempre. Em nenhum lugar do mundo ela sentiu a alegria que sentia naquele momento. Colocou um short e uma regata e foi, descalça e sem protetor, dar um mergulho naquele mar que batia palmas para ela. A água congelante do mar do Rio de Janeiro fazia seu queixo bater, mas aquela era uma das melhores sensações do mundo. Flutuando e sendo levada pelas ondas, Bee ficou de olhos fechados um tempo curtindo com o universo o seu nascimento, 17 anos antes. Encontrou alguns conhecidos na praia e avisou sobre a festa que daria hoje. Já eram quase quinhentos convidados.

Almoçou com as amigas mais chegadas. Dava pra ver nos olhos verdes de Bee a sua alegria. A conversa de quase todo o almoço girou em torno da festa e dos pretendentes que estariam lá. Bee era a única da mesa que não tinha um par armado para a noite. Ela era tímida e, desde que chegou ao Rio, ficou só com um menino que era lindo, mas que nunca ligou pra ela depois. Mas isso não abalava em nada a sua felicidade. O foco da noite era comemorar e dançar. Ela adorava dançar.

Chegou em casa e ajudou na organização das últimas coisas da festa. A casa estava cheia de velas pelo jardim, a estrutura da pista de dança estava pronta, a comida viria do restaurante do seu irmão e a bebida chegava em caixas e mais caixas. O sol começava a se pôr e a decoração ficava ainda mais linda. O Dj chegou no começo da noite e Bee certificou-se de que todas as suas músicas preferidas estavam na lista. Estava tudo pronto. Ela subiu para o seu quarto e entrou no banho. Começou a sentir um frio na barriga. Pegou o vestido que já estava separado e se vestiu cantando e fazendo passinhos de dança. Acabou de se maquiar e sorriu como se o Brad Pitt estivesse a sua frente. Desceu e cumprimentou alguns convidados dos seus pais que já haviam chegado. Ao poucos a festa foi lotando e Bee estava aos goles de alegria, dançando e rindo com suas amigas.

Rodrigo, um amigo da hípica chegou por trás e fechou seus olhos com as mãos. "A única pessoa que faz isso é o Rodrigo!" E virou-se sorrindo de braços abertos. Ao abraçar Rodrigo, Bee viu que logo atrás dele estava um dos meninos mais lindos que ela já tinha visto. Sem perceber, deu o mesmo sorriso de horas atrás, na frente do espelho. Era João, o primo que Rodrigo disse que levaria à festa. Ele foi abraçá-la e dar os parabéns. De repente a sua desenvoltura sumiu e ela conseguiu apenas fazer um ruído de agradecimento. "aaaaaaaaãn, obrigada." Ela voltou para a roda de dança e ficou observando João de longe. Ele dançava e sorria como se a festa fosse a comemoração ao seu aniversário.

Taças de champagne mais tarde toda a pista de dança tinha virado uma imensa roda. João foi para o lado de Bee e puxava sua mão para fazerem passos bizarros a cada música. Ele tinha um jeito parecido com o do irmão de Bee. Isso era encantador e engraçado. Os dois estavam dançando, quando João a chamou para pegar outra taça. Com as taças cheias Bee pegou a mão de João e os dois foram para uma parte do jardim que não fazia parte da festa. Viraram as taças e se beijaram. Aquele era o melhor presente de aniversário da noite até agora.

Os dias se passavam e João e Bee se viam sempre. Ele morava em Ipanema e inventava desculpas para dirigir até a Barra, todos os dias. Ele adorava cozinhar, então logo ficou amigo do irmão de Bee, que apoiava o romance. Os dois adoravam os filmes europeus de um cinema antigo em Copacabana. João, que desenhava super bem, começou a pintar com Bee. Ela tocava bateria enquanto ele tocava guitarra e cantava. Os dois inventavam receitas juntos. Ele preferia fazer sobremesas, ela era apaixonada por massas e carnes.

O ano está acabando e os pais de Bee resolvem passar a virada no Rio. O pai de João é dono de uma rede de hotéis no Rio e todo réveillon dá uma festa com vista para queima de fogos. João sempre preferiu passar a virada na praia, mas esse ano convidou Bee para a festa. Festa lotada de gente que Bee conhecia, ela dançava e sorria como se a festa fosse em sua casa. Ela pede mais uma taça para João. Ele pega duas garrafas e puxa a sua mão. Os dois fogem da festa.

=> http://www.youtube.com/watch?v=MJfQXS1hKDo

11:50 pm: João e Bee chegam a uma parte deserta do Arpoador. João havia pedido para Rodrigo o ajudar a montar uma tenda afastada da praia, com umas almofadas e velas. Rodrigo, megalomaníaco arrumou um bangalô com espaço para abrigar uma família e decorou com velas e almofadas brancas. Um balde de gelo com champagne estava na entrada da "tenda" com a caixa dos docinhos preferidos de Bee ao lado. João colocou as outras duas garrafas no balde e entregou a caixa de docinhos para Bee. "Os docinhos são pra depois". Aquela frase congelou o estômago de Bee. Ela sabia o significado que "depois” tinha. Finalmente, os finalmente! João, percebendo o nervosismo, quis tranqüilizá-la e disse que não precisaria ser naquela noite. Ele esperaria o tempo que fosse preciso. Bee respirou fundo, tirou uma das garrafas do gelo, entregou para João abrir e disse olhando nos olhos dele: Eu quero. Muito. Ele e a champagne explodiram.

Ele serviu uma taça para cada um e sentou-se ao lado dela, sobre uma almofada. Passou a mão sobre uma mecha de cabelo que estava no seu rosto, sorriu e a beijou. Levantou-se e estendeu a mão para que ela se levantasse. Ela sorriu e segurou sua mão. Ele começou a beijá-la devagar e começou a dançar como se tocasse uma música lenta. Ela o abraçou do mesmo jeito que o havia abraçado no dia da sua festa. Seu coração saia pela boca. Ela deu um passo pra trás e olhou para ele sorrindo. Ele sorriu e levantou os dois braços. Ela tirou a sua camiseta e abriu a sua calça. Virou-se para que ele desabotoasse seu vestido. A cada botão ele beijava seu pescoço. Ela se virou. A sensação do mar congelante do Rio de Janeiro já não era mais a melhor sensação do mundo... Abraçou João tão forte como se ele e ela fossem fundir um corpo só. Ele a carregou e deitou sobre as almofadas. Os fogos começaram a explodir no céu....

CONTINUA...

2 comentários:

Unknown disse...

olhá...o texto tah otimo..as musicas tbm...
mas vc nunca continua as histórias...moh ko esse continua..


hehehe!
=*

Ana Victoria disse...

"CONTINUA" é o mesmo que: fiquei com preguiça de acabar.

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Po, olha o tamanho do texto....cansei...