"Alguma coisa mudava no universo.
Espasmos de esferas vagarosas
que vinham avisar das supernovas
com seus panos azuis desgovernados.
E eu tentava desbravar a noite
como quem vence a construção vazia,
tudo é secreto desde a infância mágica
o que me faz sonhar além do sonho?
... eu atravessava as folhas em branco
como se percorresse as laudas de um deserto
estava entre o nada e o incerto
o tímido e o nulo dissonantes
perdia-me nas longas reticências que ele deixava
em páginas suspensas entre lacunas frias
a linguagem, entre o Céu e a Terra,
o seu discurso.
Por que habito um país estranho
onde o poeta inventa o indizível,
sou criador e criatura
sou a adolescente que embalava monstros
Sou feita de pai e mãe
E susbtância e música
E fragmento e sombra
E segredo.
Sou feita de pai e morte
E passageiro e mãe
E planetário e mundo
E medo.
Sou feita de mito e pacto
E magnésia e pão
E rotação e árvore
Dueto.
Não me conheço."
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário