Ela caminhava com a leveza de quem caminha em direção ao mar.
Os passos saiam feito pulos ou dança.
Era tudo tão leve que não haviam marcas na areia.
Percebendo isso, decidiu correr.
Ela não sabia que o tempo que era o senhor daquela leveza.
Quis ir contra ele. Fez um pacto secreto com o profundo.
Para tanta velocidade já não havia mais força
Então, a cada noite, ela roubava um pouco da vida de quem estava ao lado.
Apaixonado, ele entregava seu brilho como um suicida,
que transfere pro outro a sua razão de viver.
Revigorada, ela corria mais.
Já sem seu passos leves, era o coração quem pulava agora.
Sempre querendo sair pela boca. Batendo com a força de quem quer derrubar.
Sumiu no fim da paisagem.
Feito estrela que risca o céu e vai fugindo com seu brilho.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
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