Ele aprendeu com os bichos
que a boca é ferramenta
Me atormenta a lembrança.....
Sua boca doce derreteu a minha alma
suspiro atrás de suspiro
ouvi que corre alta a severina noite
Se fecho os olhos só consigo respirar o teu desejo
braços, ombros, dentes e pêlo
corro mata á dentro
e a cada gemido adentro.
Ele segurava a lua para que o sol não viesse nos espiar
o nosso tipo de amor não sobrevive a luz do dia
Uma cachoeira brotou da sua nuca
e logo depois achou outra nascente no meio das minhas pernas
água e doce e sal e mata
Eu aprendi com ele
que o destino de todos os sutiãs é explodir na boca.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário