Sophia desfrutava a liberdade há pouco tempo. Cumpriu pena durante dois anos. Seu crime: tentativa de homicídio. Homícidio dela mesma. Mas aí não seria suicídio? Pois é, vai saber....é cada absurdo nessa vida.
Sophia conquistou a liberdade por apresentar bom comportamento. E por ter prestado socorro a vítima, depois de ver a m&%$* feita. Se salvou do destino que ela mesma tinha escolhido pra sí. Complexo, porém factual.
Cada dia após a pena tinha mais e mais vida. A poucos a vontade de sorrir e viver (viver de verdade) crescia. Solphia estava solta. E leve. E livre... Sophia era o tipo de pessoa que não se importava em experimentar e errar. Pelo contrário, experimentava tudo o que despertasse a sua curiosidade. Música nova, comida desconhecida, pessoas diferentes, filmes, livros, exposições.... Fugia do comum? Sophia adorava!
Certa ocasião, Sophia e suas amigas haviam combinado de ir a um show. Sua amiga, Clara estava prestes a mudar de cidade. O que fez daquela semana a mais longa (e intensa) de suas vidas. Chegaram todas juntas ao local. Descobriram que eram dois shows: um de uma banda desconhecida e o outro era um show do Cazuza. Sophia a-do-rou a notícia, ela adorava as músicas do Cazuza.
Foram todas para o bar. Uma dose de tequila para todo mundo. Aquele gosto cítrico e salgado não agradava Sophia. "Uma dose de vodka, por favor". Agora sim, ela se sentia mais satisfeita. Começou o primeiro show e todo mundo dançava feliz. Surpreendentemente uma banda chamada "Nos cafundó do brejo é que nós solta o som" tinha um som, realmente, bom. A roda só tinha meninas. A maioria, bonita. Todas dançando, rindo e bebendo. Era de se esperar que os rapazes tentassem a sorte. Sophia não estava interessada. O foco da noite era a diversão entre amigas e apenas isso. Múscia após música, dança após dança, acabou o primeiro show.
Mais uma vez pro bar e mais bebida. Começa, então o segundo show. Um rapaz de cabelos cacheados, calça jeans e regata preta começa a tocar guitarra. Luz sobre ele. O mesmo acontece com cada integrante da banda. A luz é fraca e focada. Dava pra ver apenas algumas partes de roupas e músculos e instrumentos.... Alguém entra correndo no palco, todas as luzes acendem, ofuscando a visão de Sophia. Ela fecha os olhos e abre. Ele está lá. Lindo. Cazuza, cantando e dançando. Bete balanço, Faz parte do meu show, Exagerado.....a cada música Sophia ficava mais encantada.....
Pro dia nascer feliz. A bateria rápida, as pessoas pulando, cazuza cantando....Sophia respira e vai até a beirada do palco. Visto de perto ele parecia ainda mais bonito e louco. Ele percebe que Sophia está olhando e sorri. Pronto! Sophia estava determinada a conquistá-lo. Mais uns segundos e Cazuza chega mais à frente do palco. Sophia poderia tocá-lo. E ela o toca. Ela puxa o seu cadarço. Não muito contente em ter o tênis desamarrado, ele se afasta. Ela, volta para as amigas. "Se nao der em nada, pelo menos foi divertido." A noite acaba no Subway, só as amigas, depois casa.
Alguns dias se passam e as amigas reúnem-se, novamente. Aquele era o último dia de Clara na cidade. O drink da noite é uma sugestão do garçon que serve a mesa: mojito. Um, dois, três mojitos para cada uma e elas começam a brincar de "Eu nunca". Sophia, Clara e Roberta bebem um copo a cada rodada. Elas realmente gostam de experimentar coisas novas e de repetir as interessantes. Cinco rodadas depois e as meninas da mesa já estavam paquerando o graçon. Ele era, de fato, uma gracinha. O telefone de Sophia toca, era o Frejat do show daquele dia. Ele e Sophia eram amigos e ele a convidou para outro show que eles iriam fazer naquele dia.
Todas chegam ao show, tortas e felizes. Exagero está tocando e elas correm para o meio do povo. Pulos, risos e abraços. Cazuza vê Sophia. Faz parte do meu show começa a tocar e todas viram para o palco. Ele começa a cantar olhando para Sophia....ele desce do palco, tira o sapato do pé direito e caminha em direção a ela. Ele entrega o tênis, ri, dá um beijo em sua bochecha e volta para o palco. Sophia segura o tênis não acreditando no que acabara de acontecer. Ao subir no palco ele a olha mais um vez e pergunta: eu posso contar pra eles?
Cazuza começa a contar que em um show, uma menina doidinha havia desamarrado seu tênis e que alguns amigos em comum disseram que ela tinha achado esnobe a sua reação. Ele não era metido.... Viu, Sophia? O show continuou, as meninas dançaram, beberam e cantaram a noite inteira. Quando o show acabou, o cinderelo foi buscar seu tênis de cristal e o final da história é segredo.
domingo, 7 de dezembro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)

3 comentários:
Adoro Cazuza e adoro Sofia....mas tinha Subway naquela epoca ??? Bjssss de cada dia melhor.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
E nao é que tinha?!
Bem observado, meu rei.
=***
hhahahhahahahaha essas histórias estão cada dia melhor!!
Postar um comentário